Uma flor que não aflora (não se deixa aflorar).
À noite, sozinha no quarto imenso, brinca nas águas revoltas
- um vaivém de destroços não degradáveis que dançam ao sabor da memória duvidosa,
do medo do desconhecido (um abismo chamado futuro) e do mormaço de um corpo febril, carente de respostas.
Mas quem não o é?
E tal como no poema do Drummond, a essência da solução pipoca rápida e solitária, límpida como uma pipa no céu, em meio ao mais completo caos de fios e barbantes emaranhados. Porque, afinal, é apenas uma questão de tempo para o Metapod ser o que é - depois há reinvenção e mais nada. É tudo muito lindo.
Ninguém diria que na busca por nuvens cor de rosa há que transpassar uma ponte em escala de cinza... muito menos eu.
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