Devo confessar: o "no fate but what we make" me causa reviravoltas estomacais. Tirando as cenas hilárias do Schwarzenegger nu em pelo roubando roupas e com uma queda muy fuerte por óculos escuros, minha cabeça foi e voltou numa viagem sideral. Primeiro que esse lance de destino x escolha já me deu nos nervos.
Quero dizer, o Desmond descobriu que tudo que ele fazia para salvar o Charlie não adiantava nada, pois apenas adiava a morte dele - bem nos moldes de Premonição 1, 2, 3 ad infinitum. Jack começou a se sustentar a base de uísque e bolinhas quando bateu o arrependimento de ter, supostamente, batido de frente com o destino. E o Locke, que deixou a vida levá-lo, está num limbo vivo-morto-possuído que vai se desdobrar esse mês (wee!).
E tudo volta com o rabo entre as patas para a filosofia do ovo e da galinha. Okay, faz sentido pensar que o ovo foi botado por um animal que não era uma galinha, mas uma mutação-pré-galinha. Mas que diferença faz saber quem veio primeiro? Se o neto voltar no tempo e matar o avô, ele consequentemente não vai existir... certo?
Sei lá. Só sei que acho o Kyle Reese um coitado e que ainda vou abrir uma fenda na lógica crítica e brincar de esconde-esconde no buraco de minhoca - um repeteco new-filoso-tecnológico de 30 anos atrás.
3 catchers:
ME SEGUE?
Nem tente achar a lógica.
e como o neto vai voltar no tempo se ele matou o avô? ele nem existiu pra poder matar o avô!!!
mas ele matou o avo e depois deixou de existir!
mas o depois ja aconteceu quando ele matou o avô! mas como ele pode matar seu avô se ele não existiu, exatamente por te-lo matado?
e por aí vai...
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