Dá pra sentir que as coisas mudaram, agora mais do que nunca. Fico pensando no que foi e no que é, às vezes lamento, achando que faria diferente. Mas quando paro e penso de verdade, vejo que apenas sinto falta da garota que era e não sou mais. Porque ela cresceu: é mais séria, menos risonha e com a carapaça da experiência um pouco maior. Rabugenta, cética, realista. Irônica. Paga contas, tem responsabilidades, é capaz de ver a vida como ela é, sem firulas. E às vezes é muito cansativo para alguém de apenas 20 anos. Na maior parte do tempo, é como se tivesse 40: tudo árido, seco, um tédio. Choro, converso, escrevo; e aí vejo que tudo isso, esse turbilhão de sentimentos, medos e mudanças é o mundo adulto, apenas o início dele. E que para resistir a ele sem ficar louco, tudo que a gente precisa é que algumas pessoas que gostem de nós pelo que somos, sem maquiagem, perfume, dinheiro; nu com a mão no bolso. Aí sim dá pra levantar da cama e ir viver a vida, um dia de cada vez, na santa paz de Deus.
Ps: resultado de umas cervejas num domingo à noite: tentativa de carta à amiga desaparecida, lágrimas e desistência mental.
Ps2: leitores, me desculpem a falta de criatividade. Sei que os últimos posts foram "davidaeureclamo.com", mas não posso evitar. Essas coisas me entalam na garganta a ponto do caso da saia curta da garota da Uniban se tornem totalmente irrelevantes (o que de fato são).





